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[27/05/02]
Seleção brasileira vai mal
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Usina inativada de Reciclagem em Alto Paraíso
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No Brasil, apenas 8 % das cidades possuem coleta seletiva do lixoos 5.500 municípios do País, apenas 450, ou 8,1%, possuem programa de coleta seletiva de lixo. Na maioria são pequenos e com percentual de coleta insignificante em comparação com o volume de lixo recolhido.
Nas grandes metrópoles o problema é pior. Em São Paulo, das 14 mil toneladas produzidas diariamente, 95% vão para aterros cuja vida útil está quase esgotada. O município já não dispõe de áreas para a cons-trução de novos aterros. Em Brasília, o aterro de mil toneladas diárias já contaminou até fontes do Parque Nacional das Águas Minerais. Em Florianópolis, o esgotamento da capacidade do aterro local obriga a prefeitura a transportar o lixo até Biguaçu, a 40 quilômetros de distância.
Outra conseqüência do descaso é a perda de receita com venda de material reciclável. As prefeituras depositam nos aterros uma enorme quantidade de materiais (plástico, papelão, latas) que poderiam ser vendidos por até R$ 1,8 mil a tonelada, o preço pago pela indústria de alumínio por uma tonelada de latas para reciclagem. Todo esse material reciclável também poderia reduzir os custos da indústria. A reciclagem de uma tonelada de latas de alumínio consome apenas 5% da energia necessária para a produção da mesma quantidade de alumínio primário, a partir da bauxita. A fabricação de PVC a partir do material reciclável requer apenas 30% da energia que seria necessária para produzir a mesma quantidade a partir do petróleo.
Uma das razões desse desinteresse é a proposta que prevê a separação do lixo em cinco categorias diferentes: material orgânico, vidro, plásticos, papel e metais. É preciso estabelecer um sistema de coleta que facilite a separação do lixo pela dona de casa em apenas dois recipientes: lixo úmido (basicamente, papel sanitário e restos de alimentos) e lixo seco (plásticos, vidro, metais e demais tipos de papel). A separação convencional, em cinco categorias, não facilita as coisas porque exige, depois, novas separações. Plásticos convencionais, por exemplo, são diferentes do PET, o material com que são feitas as novas garrafas de refrigerantes. Os plásticos já vêm cada vez mais misturados às embalagens de papelão, como no caso do Tetra Pak. Latas de alumínio não têm nada que ver com as de folha-de-flandres. Existe gente que se especializa em separar isso tudo.
Temos que optar por sistemas que reduzam os custos da coleta seletiva. Se todo o sistema, da coleta à venda do material reciclável for bancado pela prefeitura, o custo por tonelada poderá chegar a R$ 200, contra R$ 50 no sistema de coleta convencional. Uma saída para evitar esses custos é a prefeitura cuidar apenas da coleta, delegando a triagem e a venda do material reciclável a cooperativas de catadores, como foi feito em Porto Alegre e Belo Horizonte. Em Goiânia também existe a experiência de transformar parte do lixo seco em telhas ecológicas, além de fazer adubo com o lixo úmido, tudo partindo de uma cooperativa de catadores. O negócio pode ser rentável, se bem dimensionado.
Em Alto Paraíso de Goiás, o aterro controlado virou piscinão com a água da chuva. O depósito está a céu aberto e o galpão da "usina" é abrigo de animais transeuntes. O programa de gerenciamento de resíduos sólidos passou para a reserva depois que o contrato de R$ 100 mil com orçamento da União começou a demorar. Fonte da prefeitura informou que o dinheiro está retido na Caixa Econômica.
A selação brasileira vai mesmo mal. Para quem está só assistindo a peleja pela televisão tudo bem, um lixo a mais ou a menos não importa. Mas para a gente que é torcedor fanático do time, dói muito. Vamos reagir, temos os craques.
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