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Alto Paraíso, 05/06/02
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[27/05/02]

Alto Paraíso cresce

Pioneirismo e capacidade empreendedora no exemplo das operadoras locais de ecoturismo

Construção civil lidera economia e se arruma para melhorar ainda mais
O segmento empresarial da cons-trução civil, em Alto Paraíso, mais que dobrou de tamanho, em cinco anos. Um crescimento que veio acompanhado de qualidade no atendimento, entrega e facilidades de crédito, tornando o setor extremamente competitivo. Hoje deixou de ser vantagem para empreiteiros e construtores buscar fora os materiais básicos e de acabamento para suas obras. No comparativo com os hipermercados e home centers de Brasí-ia, as facilidades obtidas pela variedade são compensadas pela agilidade das empresas locais. A proximidade entre o consumidor e o serviço também é um fator considerável de economia, sem falar na verdadeira alavanca para o desenvolvimento que representa a circulação do dinheiro na cidade, com geração de empregos e impostos.
Para os empresários Antônio Hindemburgo (Paraíso das Constru-ções) e Marcos Rinco (Nascente Materiais de Construção), a explica-ção para um desempenho tão bom do setor está no impulso quantitativo e qualitativo do cres-cimento de Alto Paraíso. Os imóveis são baratos, se tomarmos como base outras localidades turísticas. O retorno financeiro dos investimentos na área imobiliária está em torno de 20% no primeiro ano. Um lote adquirido por R$ 8 mil (preço médio do mercado) rapidamente alcança valores mais altos.
Um número crescen-te de investidores estão enxergando este potencial. Entre 12 e 15 novas construções se erguem por mês em Alto Paraíso, projetando um aumento acima de 10% ao ano no número de residências construídas. "É o microclima temperado e os atrativos da região, que dá esta resposta imediata aos investimentos", explica o staff do setor, Genésio Pariz. "Alto Paraíso é uma cidade atípica, onde ao se comprar um lote se adquire qualidade de vida", arremata Pariz. Realmente, é notável o aumento de moradores novos na cidade. Uma presença que se faz sentir ainda mais forte nas temporadas de férias e após feriados prolongados.
Esta imagem de viver bem deverá ser ainda mais desenvolvida. Alto Paraíso e a Chapada dos Veadeiros estão se tornando um forte atrativo ecoturístico para grandes operadoras, localizadas em centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Numa economia de mercado ainda meio re-cessiva do país, e com o turismo internacional em queda livre, é normal que operadoras de maior por-te se voltem para regiões menos estruturadas. Quem estiver se prepa-rando agora, vai colher bons negócios em curtíssimo prazo, com a valorização dos imóveis ou participando deste filão, criando novas empresas comerciais e prestadoras de serviços na área turística. Praticamente qualquer coisa construída aqui resulta em lucro.
O setor da construção civil em Alto Paraíso é pioneiro na visualização deste futuro promissor. Foi buscar parcerias in-ternas e externas para concretizar seus projetos. Na área interna, fo-ram investimentos que permitiram aos serviços de atendimento alcançarem patamares de grandes centros. Rapidez e eficiência com preços compatíveis é uma realidade a que os consumidores se acostumaram a ponto de não sentirem nenhuma diferença em relação aos orçamentos feitos fora. E na área de crédito externo é que o avanço foi mais significativo. As carteiras rece-bem apoio seguro de bancos, permitindo financiamentos diretos em até seis vezes. O car-tão de crédito também já facilita, para as empresas locais. Até há pouco tempo atrás, daria para contar nos dedos os principais fornecedores de materiais para a região. Hoje são cerca de 150 empresas, médias e grandes atacadistas, marcando presença na praça.
No campo dos pequenos empreendimentos, um destaque vai para o programa de governo que está para liberar cheques-moradia para parte da população de baixa renda do município. A estratégia governamental obriga as famí-lias contempladas a fazerem suas casas a partir de alicerces feitos com recursos próprios, nos lotes doados. As vendas cresceram até 40% nas lojas, no último mês. Apesar do cheque-moradia representar uma moeda com pouco valor de troca para os empresários (o programa prevê que as empresas possam somente pagar im-postos e dívidas públicas com eles), espera-se um acréscimo no poder comercial do setor, pela simples movimentação em torno das necessidades dos projetos. Para Alto Paraíso, estão previstas 150 novas moradias populares ainda este ano, sendo que as primeiras 50 famílias devem estar erguendo suas paredes no primeiro semestre.

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