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[9/19/2002]
Fracassa a Cúpula Mundial
A Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 10) em Johanesburgo, África do Sul, terminou sem avanço significativo além da fixação de metas ambientais para os próximos dez anos. Poucos acordos foram assinados. A cooperação entre o governo brasileiro, Ongs como WWF e o Global Environment Facility, com recursos do Banco Mundial, para proteger 12% da floresta amazônica brasileira pode ter sido um dos únicos que resultarão em programas realizáveis. Houve também um acordo com o governo da Alemanha, para aumentar o uso da biomassa através do financiamento alemão a dez mil carros a álcool feitos pelo Brasil. o Partido Verde alemão está na coalizão que governa o país há anos.
Os países ricos não concordaram nem mesmo em retomar a meta de destinação de percentual do PIB para o meio ambiente, como fora acordado há dez anos na Eco-92. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Collin Powell, foi vaiado várias vezes na plenária, pelo fato de o seu país estar liderando a onda de anti-ambientalismo no mundo, recusando-se a assinar o Pro-tocolo de Kyoto como medo do impacto sobre sua economia se houver uma redução nas emissões dos automóveis e das indústrias nos próximos anos, para diminuir o efeito-estufa. A Rússia ainda não assinou o protocolo mas anunciou que deve fazê-lo. Sua participação é necessária para alcançar a diminuição de emissões de gases dos países industrializados.
A maior derrota da Rio+10 foi a não fixação da meta de reduzir em 10% ao longo dos próximos dez anos, em todo o mundo, o uso de combus-tíveis não renováveis, co-mo carvão mineral e pe-tróleo, substituindo-os por fontes renováveis, como biomassa, solar e eólica.
Em Johanesburgo, o Greenpeace organizou um apitaço, para protestar contra o fracasso da reunião. No Corcovado, Rio de Janeiro, ativistas colocaram uma faixa com os dizeres: "RIO+10 = 2ª CHANCE?", nos braços da estátua do Cristo Redentor. O objetivo foi o de questionar os governos presentes na Cúpula Mundial, sobre o rumo desastroso que deram para a oportunidade perdidade alcançar resultados positivos no combate às mudanças climáticas e à pobreza planetária.
Nem tudo deu errado
Politicamente, a área ambiental brasileira de-monstrou ter amadurecido suas metas de forma irreversível. E o estande de grande porte, “Os Cinco Sentidos do Desenvolvi-mento Sustentável”, montado no pavilhão brasileiro, foi premiado como o melhor, durante a Cúpula. O Brasil concorreu com os Estados Unidos, África do Sul, Canadá, Suíça, China, Alemanha e França. Cerca de 8.500 visitaram o estande brasileiro por dia. Foram representados programas como o PPG7 - Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil; Áreas Protegidas; Programa do Álcool, IBAMA, CNI (Confede- ração Nacional da Indústria, ANA Agência Nacional de Águas; Sebrae, Embratur e Proecotur - Programa de Desenvolvimento do Ecoturismo na Amazônia Legal, Petrobrás; Furnas e Rio+10.
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