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[9/19/2002]
IBUC, Instituto Brasileiro de Unidades de Conservação
Melhor defesa para 10% do território nacional
O conjunto de unidades de conservação do Brasil já ocupam mais de 10% do território nacional. Em condições ambientais de absoluta preservação, como em alguns parques nacionais, com biotas tão distintas, ecossistemas marítimos, de águas doces, florestas, pântanos, cerrados e caatingas, alguns bem visitados, outros invadidos por correntes intermináveis de avanços econô-micos predadores, garim-peiros, serradores, piratas da biodiversidade e crime organizado.
São áreas de proteção ambiental, parques, estações ecológicas e reservas, propriedades públicas ou privadas, distribuídas por todos os estados da federação, que dependem atualmente da atuação do Ibama para seu controle, fiscalização, gestão e de-senvolvimento sustentável. Muita coisa para um or-ganismo que já tem como função primordial executar uma política sócio-ambiental para todo o país, prevenindo os acidentes ecológicos fiscalizando e aplicando o conjunto de leis do setor, em cada nível federativo.
Esta posição está sendo discutida já há algum tempo, nos bastidores de vários segmentos ambientalistas, e encontra res- sonância dentro de do pró-prio Ibama, desde 1993. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis possui um cor-po intelectual e técnico de excelência, em várias de suas posições-chave, mas nas pontas dos sistemas, principalmente nas imensas áreas destinadas à conservação, ainda falta muita gente.
Uma campanha para a criação de um novo Institu- to, o IBUC (Instituto Bra-sileiro de Unidades de Conservação), poderá ga- nhar sustentação, a partir daí. "O Ibama tem hoje 7000 funcionários. Se este quadro for ampliado para as dimensões das necessidades do sistema nacional de unidades de conservação, a eficiência vai baixar a tal ponto, que a grita por uma divisão vai ser muito forte", avisa o membro do CONAMA (Conselho Na-cional de Meio Ambiente) e conselheiro da OCA-Bra-sil, de Alto Paraíso, Paulo Nogueira Neto. O conselheiro acredita que é possível a formação de uma comissão do próprio Mi-nistério de Meio Ambiente (MMA) para apresentar o problema e a proposta de criação de um organismo específico para as unidades de conservação brasileiras já no período de transição do futuro governo. "Não tem alternativa", diz Paulo Nogueira Neto. "Qualquer novo ministro terá que dar uma solução para a questão e o debate público é o primeiro passo”. Se depender somente dos governantes, decisões co- mo esta não serão tomadas, é este o recado e a ser difundido.
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