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[9/20/2002]
Corredor ecológico Paranã-Pireneus
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Parque Terra Ronca faz parte do complexo espeleológico do Corredor Ecológico
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Aumentam perspectivas de projetos realizáveis
Agência de Coope- ração Internacional do Japão - JICA - e o Ibama concluíram com êxito um amplo levantamento de informações e estudos das áreas que compõem o Corredor Ecológico do Cerrado, também chamado Paranã-Pireneus. A apresentação dos resultados, num seminário em Brasília, juntou técnicos e ambientalistas das oito regiões que fazem parte do corredor.
Ficou clara a preocupação dos expositores em traçar perspectivas sustentáveis para o desenvolvimento, numa base espacial e social que jamais receberam recursos ou incentivos suficientes para a conservação da biodiversidade do cerrado. A área aproximada de 10 milhões de hectares, reúne situações sócio-ambientais muito distintas. Para o Parque Nacional de Bra-sília e a Estação Ecológica Distrital de Águas Emen-dadas, futuro melhor seria um controle sanitário-ambiental rigoroso de seus entornos. Já para o nor-deste goiano, onde se en-contram as maravilhosas cavernas e águas subterrâneas da APA das Nascentes do Rio Vermelho (Mambaí - Posse), O Parque Estadual de Terra Ronca, a APA Pouso Alto (Chapada dos Veadeiros) e o Vale do Paranã, são 26 municípios que só podem pensar em conservação de recursos naturais se forem melhoradas rapidamente as condições de vida de suas populações, em sua maioria pobres e desinformadas.
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, já organizado com seu Con-selho Consultivo e uma história de parcerias bem sucedidas com ONGs e comunidade, está se pre-parando para receber in-vestimentos sob a forma de um plano de uso público, possivelmente controlado por empresas e entidades representativas de segmentos econômicos locais. A questão fundiária, criada pela ampliação do parque no ano passado, passando de 65 mil para 235 mil hectares, vai sendo tocada no ritmo próprio, dentro e fora do Poder Judiciário.
O pesquisador do Ibama José Augusto Motta expôs muito bem o estágio em que se encontram os estudos espeleológicos e ambientais das mais de cem cavernas investigadas na região de Mambaí. Observação de ocorrências de flora e fauna peculiares, cursos de água valiosos, avaliação do potencial de visitação turística e análises para o plano de conservação avançaram muito. A continuidade do projeto naquela região fica priorizada pelo Corredor Ecológico Ibama-Jica. E a Área de Proteção Ambien-tal das Nascentes do Rio Vermelho pode ganhar um Parque Nacional em cerca de 20 a 30 mil hectares.
O Conselho Gestor da Reserva da Biosfera de Cerrado - Goiás indicou o estágio em que se encontra e os caminhos para a gestão sócio-ambiental compartilhada proposta para os Corredores Ecoló-gicos no país. Em poucos meses de funcionamento já elencou projetos sustentáveis da maioria dos municípios de suas regionais. A valorização destes projetos locais é uma estratégia que deve ser seguida por todos os envolvidos com a conservação dos imensos espaços do cerrado. Uma integração necessária entre os planos e ações federais, estaduais e municipais, centrados na pessoa humana, em especial aos habitantes das áreas conservadas.
O Seminário Ibama-Jica também marcou o final de uma etapa de cooperação técnica coordenada pelo Sr. Matsuro Watanabe (Jica), que soube concluir os levantamentos com participação comunitária, técnica e institucional. Deixou boa impressão e sentimentos de amizade e cortesia com equipes e colaboradores. Na nova fase da cooperação internacional Japão-Brasil poderão ser acordados valores para investimentos e intervenções diretas nas várias regiões do Corredor Paranã-Pire-neus. E a Diretoria de Ecossistemas do Ibama (Direc), por meio de sua Coordenação Geral alimentará o sistema com informações e diretrizes para a consecução dos programas sócio-ambientais em toda a região.

Sr. Matsuro Watanabe (JICA)
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